sábado, 24 de dezembro de 2011
Quando se ama não é preciso entender o que se passa lá fora, pois tudo passa a acontecer dentro de nós.
Clarice Lispectorquarta-feira, 7 de dezembro de 2011
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
sábado, 19 de novembro de 2011
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Poemapaella
POEMAPAELLA
1 pacote de ilusões caseiras,
50 gramas de óleo de rosas
e paixões bem passadas,
1 raiz robusta de problemas alheios,
7 colheres de criatividade e atrevimento,
10 pacotes de sentimentos e brincadeiras,
1 molho de imagens orvalhadas,
5 gramas de gemidos secos
marinados em suspiros fundos,
lágrimas em pó (1 garrafa grande),
15 gotas de suor e perseverança,
meio-quilo de sonhos desacorçoados,
essência de lua cheia (3 conchas),
2 litros de emoção sem frustrações,
1 porção graúda de paciência
com pimenta do reino,
1 punhado de sal em raios de sol,
1 colher (de sopa) de silêncio
colhido em cantigas de roda.
untar a forma com calma e bom-humor,
despejar ingredientes, mexendo com carinho e cuidado, cozinhar
ao fogo alto de amor, acrescentando
limão e leitura, salpicar com queijo ralado e coração picado.
servir em estrofes, com rodelas
de esperanças verdes.
Mário Pirata
terça-feira, 15 de novembro de 2011
sábado, 12 de novembro de 2011
Um pouco de Clarice, que adoro!
"Gosto dos venenos mais lentos!
Das bebidas mais fortes!
Das drogas mais poderos...as!
Dos cafés mais amargos!
Tenho um apetite voraz.
E os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco
que eu vou dizer:
E daí? Eu adoro voar!"
Clarice Lispector
domingo, 6 de novembro de 2011
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
sábado, 22 de outubro de 2011
Matéria de poesia
Todas as coisas cujos valores podem ser
disputados no cuspe à distância
servem para poesia
O homem que possui um pente
e uma árvore
serve para poesia
As coisas que não levam a nada
têm grande importância
Cada coisa ordinária é um elemento de estima
Cada coisa sem préstimo
tem seu lugar
na poesia ou na geral
Tudo aquilo que nos leva a coisa nenhuma
e que você não pode vender no mercado
como, por exemplo, o coração verde
dos pássaros,
serve para poesia
Tudo aquilo que a nossa
civilização rejeita, pisa e mija em cima,
serve para poesia
Os loucos de água e estandarte
servem demais
O traste é ótimo
O pobre-diabo é colosso
O que é bom para o lixo é bom para a poesia
As coisas sem importância são bens de poesia
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Saber Viver
Saber Viver
(Cora Coralina)
Não sei... Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura...
Enquanto durar.

Bem me quer mal me quer, mas sempre me quer
